Embolização (Aneurismas Intracranianos)

 05/08/2021

O tratamento dos aneurismas cerebrais pode ser realizado por meio de dois métodos, a cirurgia aberta e a via endovascular. O tratamento pela via endovascular consiste na embolização (preenchimento) do aneurisma com micromolas de platina, precisamente posicionadas no local desejado por meio de um microcateter, que passa por dentro de um cateter maior inserido por uma pequena incisão na virilha do paciente, acabando assim com o fluxo sanguíneo dentro do aneurisma e evitando a sua ruptura. Ou seja, trata-se de um procedimento minimamente invasivo, bem mais simples que a cirurgia aberta, mas com a mesma eficácia e segurança.

MICROMOLAS DE PLATINA

Essa inovadora técnica, apesar de moderna, já é bastante consagrada mundialmente, tendo sido desenvolvida em 1991. Ela veio como alternativa a cirurgia convencional, visando reduzir o seu tempo de duração, de até 8 horas para no máximo 2 horas. Ela reduz, ainda, o período de internação pós-operatória, para apenas 2 dias e diminui o risco de infecção operatória, tendo em vista a mínima exposição cirúrgica do paciente.

A Neuro interv é pioneira na embolização de aneurismas com micromolas de platina no Brasil, tendo o primeiro procedimento sido realizado em 1994 pelo Dr. Paulo Cesar de Souza. Desde então a técnica evoluiu bastante, e hoje em dia são utilizados diversos novos dispositivos auxiliares para obtenção de melhores resultados, como stents e balões, que visam a maior compactação das micromolas dentro do aneurisma.

STENTS DIVERSORES DE FLUXO

Há ainda uma nova técnica diversa de tratamento endovascular, principalmente quando se tratam de aneurismas fusiformes e gigantes, são os stents diversores de fluxo. Os referidos stents tem como objetivo desviar o fluxo de sangue para fora do aneurisma, por meio da restauração da anatomia original do vaso. A estrutura do stent é composta por uma densa e bastante fechada cobertura metálica que faz com que o fluxo sanguíneo não incida de maneira direta no aneurisma, imediatamente após a sua colocação, acarretando a sua trombose em até um ano.