Você já ouviu falar em Esclerose Múltipla (EM)?

 21/09/2021

Ainda há muito desconhecimento e preconceito sobre ela. Doença que atinge geralmente pessoas jovens em média entre 20 e 40 anos de idade, sendo que 2 a cada 3 diagnósticos são em mulheres.  
 
Uma doença neurológica, crônica e autoimune, onde as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.

Trata-se de uma espécie de proteção que reveste os neurônios, que quando é danificada acaba destruindo ou prejudicando severamente os nervos. Como resultado, a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo é comprometida, gerando sintomas variáveis, que mudam conforme o volume e os tipos de nervos afetados.

Principais sinais da esclerose múltipla

A duração do surto varia de dias a semanas, dependendo do paciente. Ou também pode acontecer apenas uma vez, ir embora e nunca mais voltar. E pode apresentar mais de um sintoma:

  • Fraqueza ou cansaço
  • Dormências ou formigamentos;
  • Dor ou queimação na face;
  • Visão borrada, mancha escura no centro da visão de um olho;
  • Embaçamento, perda visual ou visão dupla;
  • Perda da força muscular, dificuldade para andar, espasmos e rigidez muscular;
  • Falta de coordenação dos movimentos ou para andar, tonturas e desequilíbrios;
  • Dificuldade de controle da bexiga ou intestino;
  • Problemas de memória, de atenção, do processamento de informações;
  • Alterações de humor, depressão e ansiedade


Formas de esclerose múltipla

Ao todo, existem 4 tipos de esclerose múltipla. Veja como cada um deles se caracteriza:

  1. Esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR)
    É a manifestação mais comum da doença, responsável por mais de 80% dos casos. Tende a ocorrer nos primeiros anos e os pacientes geralmente se recuperam sem sequelas.

  2. Esclerose múltipla secundária progressiva (EMSP)
    Nela, os pacientes não têm recuperação total das crises e passam a acumular sequelas com o passar dos anos. É comum que ocorram problemas para andar, perda visual definitiva e outras condições incapacitantes.

  3. Esclerose múltipla primária progressiva (EMPP)
    Nesse caso, as crises são seguidas umas das outras e vão apresentando pioras gradativas.

  4. Esclerose múltipla progressiva com surtos (EMPS)
    Semelhante à anterior, mas a EM ocorre de maneira mais agressiva, comprometendo assim as estruturas do cérebro rapidamente durante o processo.


Causas da esclerose múltipla

A resposta autoimune de desmielinização ocorre por uma falha no sistema imunológico. Responsável pelo combate de infecções, as células de defesa agem de maneira equivocada e passam a reconhecer a mielina como uma ameaça, o que leva ao seu ataque.

As causas exatas da esclerose múltipla não são conhecidas, mas há dados que apontam que a genética e o ambiente em que a pessoa vive.

Fatores genéticos

Há pessoas com predisposição para a doença. Além disso, acredita-se que a esclerose múltipla é hereditária, já que 15% dos pacientes têm parente próximo e 5% um irmão com EM.

Fatores ambientais
Acima de tudo, baixos índices de vitamina D contribuem para o surgimento da EM, e isso faz com que locais com menor incidência de sol tenham mais casos da doença. Além disso, a exposição à fumaça do cigarro também favorece seu desenvolvimento.


É possível prevenir a esclerose múltipla?

Acredita-se que, sem tabagismo, mantendo níveis ótimos de vitamina D e prevenindo a obesidade, seria possível evitar até 60% dos casos.

Como doença crônica, não existe cura definitiva para a esclerose múltipla. Porém, com diagnóstico e tratamento precoce da doença, é possível evitar sua progressão.

Exercícios físicos leves, fisioterapia e alimentação balanceada também ajudam a manter os ossos e músculos fortes e melhorar o humor.


Diagnóstico da esclerose múltipla

Existe uma série de doenças inflamatórias e infecciosas que podem ter sintomas semelhantes ao da Esclerose Múltipla, o que dificulta o diagnóstico. A primeira coisa a ser feita em caso de “suspeita” de Esclerose Múltipla é buscar um neurologista, que é o profissional mais adequado para investigar e tratar pacientes com a doença.

Para o diagnóstico da esclerose múltipla, o médico faz basicamente exames clínicos, mas pode contar com o apoio da ressonância magnética para identificar as lesões causadas pela doença.

O diagnóstico de esclerose múltipla representa uma surpresa que impacta na vida do paciente e da família, sendo recebido com preocupação na maioria das vezes.

Antes de mais nada a esclerose múltipla tem diagnóstico baseado no histórico clínico e na análise dos sinais relatados pelo paciente.

Em algumas situações, ainda pode-se realizar a análise do líquido cefalorraquidiano, que aponta anormalidades nos anticorpos. Dessa forma o líquido pode ser extraído através de punção lombar.


Esclerose múltipla tem cura?

A esclerose múltipla não tem cura. Contudo, seu tratamento é imprescindível para que o paciente tenha mais qualidade de vida e previna-se contra agravamentos e novas crises.

Quanto mais cedo as intervenções começarem, melhor será a evolução e menores serão as consequências da doença na vida da pessoa.

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