Dia Mundial de Combate a Obesidade

 11/10/2021


A obesidade é considerada pela OMS como um problema pandêmico, atingindo pessoas de todas as faixas etárias, gêneros e etnias ao redor do mundo. Trata-se de uma doença crônica e multifatorial, mas que é particularmente provocada e agravada pelo modo de vida contemporâneo.

O mundo moderno tem uma carga de trabalho muito específica que estimula o sedentarismo em muitas pessoas. A ausência de atividades físicas a longo prazo é bastante prejudicial por si só.

Entretanto, esse quadro é agravado pois, devido à falta de tempo e acesso a uma alimentação mais saudável, muitas pessoas acabam optando por variadas formas de fast food.

Causas da obesidade

A obesidade é uma doença multifatorial, podendo ter causas comportamentais, genéticas, ambientais ou ser causada pela interação desses fatores.

O fator genético deve ser observado desde a infância, pois pais obesos aumentam em 80% os riscos da criança também desenvolver obesidade. Quando apenas um dos pais tem essa condição, o risco cai para 40%.

No entanto, o principal fator causador de obesidade é o aumento do consumo de calorias, principalmente pela ingestão de uma dieta inadequada, com alimentos muito calóricos ricos em açúcares e gorduras, e pela falta de atividades físicas, ou seja, consumimos mais calorias do que gastamos.

Sintomas da obesidade

Os sintomas da condição, na verdade, são efeitos recorrentes que, ao longo do tempo, podem provocar ainda mais agravos ao bem-estar da pessoa. Principalmente, os relativos à gradação do próprio quadro de obesidade.

Alguns dos efeitos são cansaço, suor excessivo e dores musculares, sobretudo, na coluna e nas pernas. Estes são efeitos diretos e perceptíveis ao paciente.

No entanto, há outras condições que também vão sendo percebidas ao longo da acentuação do quadro. É o caso da redução da libido, baixa autoestima e redução no desempenho sexual.

Por fim, a obesidade também é responsável por ocasionar doenças como diabetes, câncer e problemas cardiovasculares.

Complicações da obesidade

A obesidade pode desencadear inúmeros outros problemas de saúde. Dentre eles podemos destacar:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Doenças pulmonares;
  • Diabetes mellitus;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Apneia do sono;
  • Problemas ortopédicos;
  • Alguns tipos de câncer, como o câncer de mama e de próstata, entre outras enfermidades.


Categorias da obesidade

Obesidade grau 1
Sinal vermelho que costuma vir acompanhado de fadiga, dores musculares e limitações de movimentos. O trio de tratamento para esse estágio é: dieta, exercício físico e, em alguns casos, medicação.

Hábitos que, geralmente, configuram a obesidade infantil, mas que são facilmente negligenciados nessa faixa etária. Portanto, tratar a obesidade na infância é prevenir a progressão do distúrbio na fase adulta. Agir ainda nesse grau da doença é evitar um tratamento doloroso e restritivo em um futuro próximo.
 

Obesidade grau 2
Os sintomas da obesidade passam a ser ainda mais acentuados e comprometem o bem-estar físico e psicológico do paciente. Estão associados a doenças articulares, hipertensão, diabetes mellitus, cânceres, infarto agudo do miocárdio e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A obesidade grau II, além da dieta alimentar, exige a entrada de medicação apropriada para o paciente e até mesmo intervenção cirúrgica.

A cirurgia bariátrica é uma das opções cirúrgicas geralmente indicadas pelos médicos. A terapia cuida do paciente de forma integral, por meio de uma equipe médica que orienta vias cirúrgicas ou medicamentos especializados contra a obesidade mórbida.

 
Obesidade grau 3
Por fim, o estágio que se considera um quadro ainda mais complexo é o da obesidade mórbida. Ele tem esse nome porque reflete diretamente na expectativa de vida do paciente.

As patologias associadas a esse grau de obesidade são distúrbios hormonais, cardiopatias, morte súbita e insuficiência venosa.

Porém, é importante dizer que a OMS adverte que a obesidade grau III é considerada a principal causa de morte evitável do mundo. Ou seja, muitas vezes ela é fruto da negligência do paciente ao longo da vida, seja banalizando a doença, seja sucumbindo aos insucessos de mudar o comportamento em fases anteriores.

Por isso, nesse estágio, são de extrema importância um diagnóstico e um acompanhamento médico para redução dos graves danos dessa condição.

Tratamento da obesidade

O tratamento da obesidade é realizado levando-se em consideração o tipo de obesidade apresentado pelo paciente.

O tratamento tem como objetivo levar o paciente a alcançar um peso saudável, em que não haja mais riscos devido à obesidade, ou, se eles existirem, que sejam mínimos. Para isso, o médico e o nutricionista avaliam cada caso individualmente.

O tratamento consiste em educação ou reeducação alimentar, na qual o indivíduo aprende ou reaprende a comer de forma saudável, mudando os hábitos que o levaram a desenvolver a obesidade.
 

Educação alimentar: prevenção e tratamento

A educação alimentar costuma ser o primeiro passo em direção ao agravamento da doença na maturidade em razão da consolidação de hábitos não saudáveis.

Os cuidados em relação à obesidade passam primeiramente pelo reconhecimento da doença e, depois, pelo comprometimento com mudanças, muitas vezes radicais, no estilo de vida.

A ajuda profissional reduz as chances de tentativas frustradas que possam acentuar as dificuldades com o tratamento.

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