Dia de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita

 12/11/2021


A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aponta que a maior causa de óbitos no país são os desfechos negativos de doenças cardiovasculares, ocasionados pela falta de atenção e tratamento de condições como o colesterol alto, hipertensão e arritmias cardíacas.

Dor no peito, palpitações e desmaios são os sintomas mais comuns das arritmias cardíacas, que também representam a principal causa de morte súbita. Por ano, as duas disfunções juntas acarretam cerca de 300 mil vítimas no Brasil.

Primeiramente, é necessário explicar que existem dois tipos de arritmia: a taquicardia, quando o coração bate rápido demais e a bradicardia, que é quando as batidas são muito lentas e em descompasso, ou seja, com pulsação irregular, tendo como consequência a morte súbita cardíaca (MSC). Para estas duas situações, o tratamento médico adequado é imprescindível.

Sintomas

Os sintomas mais comuns das arritmias são cansaço, palpitações ou “batedeiras”, desmaios, tonturas, confusão mental, fraqueza ou dificuldade ao caminhar, pressão baixa e dor no peito.

Esses sintomas indicam que há algo errado com o coração. Ao apresentar esses sintomas, o indivíduo deverá procurar atendimento médico de urgência, imediatamente, pois existe a possibilidade de se ter uma arritmia cardíaca ou outra disfunção no coração.

No entanto, algumas arritmias cardíacas são assintomáticas, ou seja, não provocam nenhum dos sintomas descritos. Nesses casos, podem desencadear uma parada cardíaca e levar à morte súbita – instantânea, inesperada, repentina e não acidental.

Tratamento das arritmias

As arritmias cardíacas podem ser tratadas de diversas maneiras, tendo como tratamentos mais comuns, o uso de medicações, ablação por cateter ou por implante de dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), Marca-passo (MP), Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI) ou Ressincronizador.

A ablação por radiofrequência é o procedimento mais eficiente para o tratamento definitivo das arritmias cardíacas. É realizada através dos cateteres por veias e artérias, sem a necessidade de abertura do tórax.

Atualmente a ablação conta com um sistema de mapeamento computadorizado 3D que auxilia os médicos na identificação e localização dos focos de arritmias, aumentando consideravelmente o índice de sucesso nas ablações e reduzindo drasticamente os riscos da manipulação do coração.

Outros tratamentos que envolvem a tecnologia são os marca-passos cardíacos que conseguem fazer o diagnóstico, e tratar as arritmias mais graves, ao aplicar estímulos automáticos no coração, mesmo que o paciente apresente a arritmia muito longe do hospital ou de seu médico.

Como prevenir

A boa notícia é que grande parte grande parte das arritmias pode ser prevenida, controlada e até mesmo revertida com simples mudanças nos hábitos de vida.

A qualidade de vida do paciente com arritmia cardíaca está diretamente relacionada ao seu estilo de vida e aos cuidados para o controle da doença. É necessário adotar hábitos saudáveis e evitar os fatores de risco para a condição. Tais hábitos incluem:

  • Alimentação balanceada
  • Não fumar
  • Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e energéticos
  • Cuidar da saúde emocional, evitando o estresse excessivo
  • Praticar atividade física regularmente
  • Ter horas de sono adequadas

Além disso, a mudança no estilo de vida pode precisar ser acompanhada de tratamento medicamentoso, sempre de acordo com a recomendação médica. Para esse tratamento.

Arritmias cardíacas e morte súbita. Fique atento!

Caso o paciente não tome os cuidados necessários ou não procure avaliação médica, as chances de um evento cardíaco de alto risco ocorrer só aumentam. Por isso, é preciso ter atenção ao problema.

É importante consultar-se com um cardiologista, pelo menos uma vez por ano e prestar atenção aos sinais do seu coração: pulsações irregulares, batimentos cardíacos intensos, cansaço demasiado sem motivo aparente, são motivos de alerta.

Cuide bem da sua saúde e do seu coração.

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